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Desejos Sedosos
Victor Jerónimo
Teu corpo escorregou sedoso
na minha mão tremula
plena de paixão e desejo
em seda excitante e macia.
Na outra mão as carnes
dos desejos profundos
palpitaram no meu ser
tranportando-me aos mundos
dos desejos inconstantes
profundos das satisfações
em cavalgadas inconscientes.
Desejos plenos de emoções
onde tudo para por instantes
tudo, menos os nossos corações.
Recife,
15.Ago.2007
Forja do Amor
Victor Jerónimo
O nosso sonho não nasceu do mito
Nasceu da certeza do bem do coração
Da bondade, confiança e amor encontrado
Numa linda e bela centelha da ilusão.
Foram horas e dias, foram anos, com calma
A consolidar a forja do fogo com muito calor
Lentamente construindo a força do magma
Que nos fortificou na temperança e valor do amor.
Vencemos grandes guerras forjadas por outros
Recolhemos os ciúmes de quem nos enganou
E com eles construímos a nossa armadura.
Sabemos que as armaduras não são impenetráveis
Mas temos em comum a confiança, verdade e amor.
Por isso saberemos resistir a quem nos inveja.
Recife, 03.jun.2007
Mulher
Victor Jerónimo
Mulher de corpo valente na paz
Que sabe o que quer a todas as horas.
Tens a coragem de mil guerreiras.
Porém nunca demonstra o que faz.
É grande mártir de corpo presente
Suporta as sevícias do seu amado
Porém ela tem sempre em mente
Que ele deve ser é adorado.
Mulher em corpo de alma inteira
És a mãe és a amante és a mulher
És sempre a alegre companheira
E nunca reconhecem teu querer.
Mulher corajosa e bem valente
Cuidado com o dia que te dão
Pois no outro dia te tiram a semente.
Tu és a vida és a sublimação
Não tens que conquistar os direitos
És o ser supremo, de qualquer nação.
Recife,
06-03-2004
Silêncios
Victor Jerónimo
É no silêncio das noites escuras
que sinto teu sangue a fervilhar,
Tremendo sequioso nas alvuras
borbulhando sem querer terminar.
É no silêncio do teu lindo regaço
que me procuro nas horas mortas,
Então amordaças o meu coração
e sorves em silêncio minhas mágoas.
E o teu sangue corre sem parar
fazendo bater esse coração louco,
Em longas horas sem fim, a cavalgar
na noite escura de um silêncio brando.
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