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Vá indolência, sai de mim, vá morar no infinito da tristeza, pois minha alma com certeza quer amar, conceber, parir a imensidão da beleza que a poesia me faz sentir.
Vá atormentar a escuridão daqueles que não querem acordar para voar, cantando através de versos todo o pungente amar.
Vá indolência, vá embora, porque já não vejo a hora de transbordar no papel toda a riqueza da vida com poesias a granel.
Vá habitar outras almas que te querem por companheira, pois aqui nestas paragens tu não encontrarás ancoragem: ... tua visita é passageira!
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Site Editado em Abril
de 2006 |