O vento me traz a música da chegada...
Sinto seu sopro inflando as velas do desatino...
Minha pele em maresia torna-se perfumada
à espera do amor... pescador do meu destino.
O vento joga as ondas nas tábuas do cais
e suas notas vão desafinando, mudando de tom...
A angústia se desprende junto com os corais,
vento que afasta gaivotas não é vento bom.
Escurece o horizonte e o coração profetiza...
Deságua em mágoas os desenganos da espera,
balançando a desilusão numa leve brisa...
Virou o vento... virou em mim tudo o que eu era.
23/03/07
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