Marise Ribeiro


 




 

Estou só... de ti... de mim...

Nem eu mesma me suporto assim,

escutando meu pranto

a ecoar no vazio

e olhando este meu corpo abandonado

feito terreno baldio.

 

Falta o desejo explodindo,

depois a bonança surgindo...

Falta o teu peito a me dar segurança,

nossa satisfação entrelaçada em lassidão,

esperando o reacender da paixão.

 

Há o silêncio do teu sussurro

excitando-me ao ouvido.

Tua mão saliente e curiosa,

avivando meus sentidos,

está ausente.

 

Falta o homem, o amante, o amigo,

não há mais teu sorriso comigo,

não há mais nossos passeios noturnos,

nossos jantares à luz de velas,

só há solidão em nosso abrigo.

 

Não há mais nada aqui...

Não há mais nada em mim...

Só a saudade de ti.


09/09/05


 

 
 
 
 
 

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