Presa da Noite

Marise Ribeiro


 


Na madrugada fria de outono,
vou-me chegando pouco a pouco,
aconchegando-me ao teu corpo,
deixando-te quase louco...

Sussurras-me ao ouvido
palavras de pouco siso,
molhas teus lábios nos meus,
entre gemidos e risos.

Um manancial de carícias
inunda minha pele eriçada,
lambidas, afagos, mordidas...
Ah!... Eu não queria mais nada!

As ondas quebravam na areia
e eu nem as conseguia ouvir...
Enredada nessa teia...
... jamais pensaria em fugir.



03/05/05

 

 
 
 
 
 

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Página inserida em 08/08/07