Post Mortem

Marise Ribeiro






Não é nossa culpa
se o abismo que se abriu
enterrou o nosso amor febril.

Essa morte já vinha anunciada...
Há algum tempo agonizava,
faltava apenas o ponto final.

Restaram lembranças
de um amor sem cobranças.
Talvez essa excessiva liberdade
tenha acarretado tal fatalidade.

Amor sem ciúmes,
paixão carnal, loucura total.
Somente desejo como remédio
não bastou.

O lampejo da aventura se apagou.
O amor sem dosagem
arvorou-se de coragem
e, com o próprio veneno, se matou.


22/07/05

 

 
 
 
 
 

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Página Inserida em 30/08/06