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Passagem |
Senti que havia um pássaro adormecido dentro de mim. E as asas que eu não possuía nasciam enfim. Pena a pena, cor a cor. Tornaram-se prontas. Prontas para que? Que pássaro seria eu? Uma águia poderosa e caçadora, espreitando suas presas dos rochedos escarpados? Ou um canário, com seu canto mavioso, anunciando a primavera? Ou mesmo, com as penas nascidas, seria apenas uma ave que não voa? Bati fraca e timidamente minhas asas virgens. Fui dominando meus medos... Senti-me levitando, subindo, subindo... Parei no ar e minhas asas, como num frenesi, batiam aceleradamente... Foi então que descobri que nasci um colibri!
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Site Editado em Abril
de 2006 |