Não sei mais até onde chega meu grito,
nem sei se ainda vale a pena insistir,
brigo comigo mesma, me ponho em conflito,
quando de ti tento desistir.
Quero ser livre, elevar-me pela brisa,
cruzar mares de felicidade, vencer tempestades...
Preciso sentir ojeriza do corpo teu,
mas não consigo dizer isso ao meu.
Marcaste em mim, a ferro e fogo,
um desejo que dia a dia me calcina,
quero dar as cartas, ser a dona do jogo,
mas teu blefe me reconduz à neblina.
Novamente as promessas, os presentes, o perdão...
Recolho as asas do vôo que ameacei começar...
Ainda viro um albatroz, domo o vento e a vastidão,
deixando ecoar o grito na hora em que de ti emigrar.
04/07/06
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