O amor não é compromisso
nem sacrifício,
muito menos um suplício.
Também não é feitiço
nem idolatria, imolação,
nem tampouco ilusão.
O amor não é imoderado,
extremoso, culposo,
não aceita um domínio,
não fala em extermínio.
O amor não é cegueira
muito menos obsessão,
pois se fosse tudo isso
passaria a ser paixão
ou então veneração.
Amor é calmaria,
é desejar o bem do outro,
é ternura no encontro,
é afeição nas noite frias,
é cultivar simpatia,
nem que seja por um dia,
a quem nem se conhece bem.
Amor é carinho
que chega devagarzinho
e vai ficando pra sempre.
Amor é satisfação da companhia,
é o domínio da lógica,
é a palavra mágica
que não deixa a vida vazia.
E quem tem a primazia
dele poder sentir
pode dizer algum dia
que não temerá o porvir.
29/04/05
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