Minhas Estações

Marise Ribeiro


 



Tempo de angústias traz um vento frio
E exaure do alicerce o seu vigor,
Mas o pranto, tenaz renovador,
Liberta a estéril alma de outro estio...

Foi-se o momento exato ao replantio
Neste coração sempre desertor...
Invernado ao convívio de um amor,
Uma vez mais do pólen não viu o cio.

As estações amargas vão sem flores...
Na brisa, vôos sós e sem olores,
Porque nada vingou no meu jardim...

No outono deste tronco em tal desleixo,
Pelos caminhos, folhas mortas deixo:
As mudas dores... que caem de mim!



16/06/08


 

 
 
 
 
 

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Página inserida em 23/07/08