Mensageira

Marise Ribeiro


 



A poesia atirou-se por estradas...
Decidida, não olhou sequer pra trás,
Arrastou versos bem repletos de ais
De uma alma tão refém das madrugadas.

Atravessou assim muitas alvoradas,
Entendendo o bailado dos trigais
E, no frescor das águas outonais,
Mitigou suas tintas tão pesadas.

Na ânsia de verter sua saudade
Para o autor da aflição que tanto a invade,
Nem percebeu um desvio a se criar...

Por ter haurido encantos no trajeto,
Havia apenas rimas com afeto,
Quando ela repousou naquele olhar...


11/04/08

 

 
 
 
 
 

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Página inserida em 30/04/08