Inútil Domínio

Marise Ribeiro






As pétalas de uma rosa são entre si diferentes
Nem todas as flores se mostram aos beija-flores atraentes
Renasço a cada dia exalando distintos perfumes...
Minhas palavras têm doçuras ou azedumes.

Como um rio, posso ser cristalina ou barrenta
Deixar-me correr serena ou turbulenta...
Meu eco grita de dor ou repete um canto de louvor
Meus versos nascem da cor do meu humor.

Posso ser primavera, outono, inverno ou verão
Parar conflitos com a branca bandeira da paz
Fazer sangrar o peito rasgando a desilusão...
Ganhar um abraço, um beijo e pedir até muito mais.

Dançar, adormecer, sorrir, chorar, morrer...
Posso tudo! São vontades que sou eu quem as decreta
Até amanhecer e chover também faço acontecer
Mas rimar o teu querer não posso, mesmo sendo poeta.



09/01/07

 

 
 
 
 
 

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Página inserida em 14/02/07