Incessante

Marise Ribeiro






Procuro em seus braços
a segurança que almejo...
Inútil desejo... me despedaço.

Procuro no silêncio da noite
a paz como companheira...
Besteira... a solidão é um açoite.

Procuro no dia que amanhece
a força que me leve em frente...
Nada acontece... permaneço dolente.

Procuro no sorriso de uma criança
a bendita esperança...
Nada me alcança... a vida é uma insegurança.

Procuro nas cores da natureza
a essência da existência...
Fecho a janela da alma... choro de tristeza.

Procuro na poesia abrandar minha pena,
mitigar minha existência terrena,
mas o poeta nem sequer me acena.

Tento procurar essa cura em mim,
mas tenho medo de descobrir
que estou condenada a viver assim.



19/08/05

 

 
 
 
 
 

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Página inserida em 22/11/06