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Procuro em seus braços
a segurança que almejo...
Inútil desejo... me despedaço.
Procuro no silêncio da noite
a paz como companheira...
Besteira... a solidão é um açoite.
Procuro no dia que amanhece
a força que me leve em frente...
Nada acontece... permaneço dolente.
Procuro no sorriso de uma criança
a bendita esperança...
Nada me alcança... a vida é uma insegurança.
Procuro nas cores da natureza
a essência da existência...
Fecho a janela da alma... choro de tristeza.
Procuro na poesia abrandar minha pena,
mitigar minha existência terrena,
mas o poeta nem sequer me acena.
Tento procurar essa cura em mim,
mas tenho medo de descobrir
que estou condenada a viver assim.
19/08/05
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