Filho de Ninguém
Marise Ribeiro





Solidão no esmolar...
Ausência de mãos a te afagar...
Fome do seio materno...
Pessoas te oferecendo um olhar de inverno.

Chão de pedra sujo e duro...
Nem sonhas com o futuro...
Não o tens, não há esperança...
Não há quem se importe com a criança.

Para muitos já és um homem,
já roubas, já matas, já te vicias...
Desamparado, crias medo de lobisomem,
o lado menino ainda fantasias.

A sociedade te rejeita,
a ela tu não convéns...
Estende teu trapo, teu abandono deita,
és invisível, és filho de ninguém!



13/04/06

 

 
 
 
 

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