Poeta, mestre em construir sonhos,
ludibriando sentimentos medonhos.
Pintor do horizonte em cores,
atraindo o clamor de novos amores.
Artífice dos mistérios d'alma,
tecendo-os em versos com calma.
Carpinteiro talhando palavras
como o arado no solo da lavra.
Palhaço ao vender alegria,
ainda que a tristeza lhe sorria.
Escultor de várias utopias,
apesar do cinzel de lâmina fria.
Ator no palco da existência,
interpretando o que lhe vem na essência.
Mágico ao tirar da cartola
a face ilusória que nos consola.
Poeta, és tudo e nada
nesta vida efêmera e sagrada.
03/01/06
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