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Erva
Daninha |
O amor rompeu o labirinto do meu inconsciente: de lá voaram os monstros da amargura, encarcerados pelo meu tormento, que há tempos me consumiam em sofrimento.
A solidão foi a primeira a gritar: - Já tenho alguém que me faça sonhar! A tristeza veio logo depois, vestindo-se em cores e se transformando em alegria pela descoberta de novos amores.
A melancolia foi saindo de mansinho, procurando outro caminho para se instalar. A dor, que era a regente de todos, pediu perdão ao coração e se dissipou no ar.
Os maus pensamentos foram embora, deixando seus filhotes ainda a serem criados pelos sonhos de esperança renovados, que passaram a me possuir agora.
O amor acabou por matar os que restavam: a insônia, que me atormentou em demasia; a falta de apetite, que me deixava sem forças; e o medo que, de mãos dadas com os outros, me acorrentava todos os dias à apatia.
Mas uma semente ficou e germinou: era o ciúme que, como de costume, só existia para o amor destruir. Aos poucos, chamou a todos de volta... E o labirinto da tortura começou a reconstruir.
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Site Editado em Abril
de 2006 |