Em Súplicas
Marise Ribeiro


 


Peito apertado, nó na garganta,
angústia que o coração não espanta,
solidão que divide o meu convívio...
Desviem suas garras de mim
e deixem o sono me trazer alívio!

Lágrimas que traçam trilhas
nas faces que o tempo encarquilha,
dor estampada em sofrimento...
Desanuviem suas nuvens escuras
e tragam sorrisos como lenimento!

Descrença que me acompanha
enredando-me numa teia de aranha,
covardia que me tem como detento...
Desatem as amarras da amargura
e semeiem de fé o meu momento!

Infelicidade que o meu ser espreme,
deixando-me como barco sem leme,
desamor que a minh’alma detém...
Fujam para o infinito do inferno
e me presenteiem com o amor de alguém!

Só assim, com o sono a me trazer alívio,
depois de ganhar o amor de alguém,
terei em meu rosto de volta o sorriso
e a fé a comandar meu juízo também.



13/07/05


 

 
 
 

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