Em Carne Viva

Marise Ribeiro


 


Dói em mim tua vulgaridade
quando descarnas ao vento, sem piedade,
meu íntimo.
Nem um bálsamo de ungüento
para aliviar a ferida aberta
da minha alma descoberta
matará a sujeira do limo.

Posso vestir-me em vários panos
que sempre estarei nua.
Causaste ao meu orgulho sérios danos
ao lançar meus segredos na sarjeta da rua.

Águas sujas em línguas de outrem,
correndo pela vala afora,
infectaram-me.
Não me importa se um outro me vem...
Posso até esconder a ferida agora,
mas a vergonha já se alastrou
e do meu corpo se fez senhora.


27/02/06

 

 
 
 
 

      Anterior   

     Próxima
 

Home

Índice



 
 

Para receber nosso
Boletim de Atualizações
cadastre seu e-mail

AQUI

Gostaria de traduzir
esta página?
Então clique

AQUI



 

 

  Site Editado em Abril de 2006
 Copyright
© 2006 - Marise Ribeiro
 Todos os direitos reservados.
 Proibida a cópia total ou parcial deste site.
 
 
 Quando não constar qualquer observação
 sobre a autoria das imagens base usadas nesse site,
 considere-se que foram capturadas na Internet,
 sendo portanto de uso sem restrições.
 
 Visualização Padrão 1024x768

Webmaster & Designer: Drica Del Nero

Página inserida em 25/04/07