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Bifurcação |
Vivia entre o real e o imaginário, como se andasse em fios de navalhas, era um ser de sentimento binário: amava muito, mas só me sobravam migalhas.
Tracejava meu caminho na dualidade até chegar à bifurcação, na hora de escolher a crua verdade: optava sempre pela efêmera ilusão.
Nunca sabia se chorava ou ria, nem se amava a noite ou se odiava o dia... Como um touro de rodeio não aceitava a montaria, mas sim o arreio.
Na cama era caça e caçadora, dependendo sempre do instinto... Enquanto na carne era santa e pecadora, minh'alma purgava em um labirinto.
Agora tudo percebo com clareza, depois de tanto me perder: o amor me conduz com firmeza a uma estrada que termina em você.
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Site Editado em Abril
de 2006 |