Todo dia, ansiosa,
espero-a chegar
e para abrandar minha alma,
forço-a a trabalhar.
Às vezes, vem preguiçosa,
só querendo me enganar,
mas outras vezes, meu Deus!...
... faz-me até voar.
Vôo além do horizonte,
vejo o mundo de outro jeito,
bebo na mais nova fonte
que brota fresca do leito.
Às vezes, vem bem arteira,
fazendo-me gargalhar
e nada sério inspira,
como agora... quando só quer brincar.
Brinca com palavras belas,
rima luar com mar,
e os versos sem a presença delas
também me faz experimentar.
Será que ela é passageira
como ave de arribação,
ou terei sempre a visita
da amiga inspiração?
25/04/05
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