Aquela...

Marise Ribeiro


 


Aquela que olha o cinza da janela
E nem ouve de mágoa o céu bramir
É a mesma a levantar-se em sentinela
Supondo não sei quem que há de vir...

Aquela que pro nada inda sorri
É a mesma que entrevê a caravela
Ancorando miragens de procela
De um amor seu que ali há de surgir...

Aquela a se cobrir de tanta frágua
Que não mostra seus olhos rasos d'água
Porque de solidão enlouqueceu...

Aquela de aparência quase morta
Que a sombra em palidez tão bem recorta...
Aquele espectro ali, creiam... sou eu!


26/02/08

 

 
 
 
 
 

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Página inserida em 19/03/08