Aconchego de Um Sabiá

Marise Ribeiro


 


Eu quero cantar e preencher tua morada,
Com o meu gorjeio te adoçar a vida,
Dar-te esperanças quando raiar a alvorada
E a sombreada laranjeira servir-me de acolhida.

Brejeiro fico, se o meu sonoro canto
Estiver te servindo como lenimento,
Não te quero em dores nem em pranto,
Desejo alegrar em sons o teu momento.

Se tu me aprisionares, não ficarei triste,
Nem deixarei de te presentear com trinados,
Nas matas já não há frutas, insetos nem alpiste,
Mais belo eu canto, se estiver alimentado.

Saciarei o teu silêncio infindo,
Por não teres com quem conversar...
O som da tua voz será pra mim bem-vindo,
Depois que o meu cantar te despertar.

Sempre serei o teu sabiá, teu companheiro,
Aquele pra quem chorarás a tua dor...
E até meu último canto... o derradeiro,
Em vez de nostalgia, escutarás o amor.

 

 
 
 
 
 

    Anterior   

         Próxima
 

Home

Índice



 
 

Para receber nosso
Boletim de Atualizações
cadastre seu e-mail

AQUI

Gostaria de traduzir
esta página?
Então clique

AQUI



 

 

  Site Editado em Abril de 2006
 Copyright
© 2006 - Marise Ribeiro
 Todos os direitos reservados.
 Proibida a cópia total ou parcial deste site.
 
 
 Quando não constar qualquer observação
 sobre a autoria das imagens base usadas nesse site,
 considere-se que foram capturadas na Internet,
 sendo portanto de uso sem restrições.
 
 Visualização Padrão 1024x768

Webmaster & Designer: Drica Del Nero

Página inserida em 06/06/07