A Arte do Encontro
Marise Ribeiro


 



 

Com os tons da aquarela,

você traduzia na tela

toda a pureza que havia

na minha vasta poesia.

 

Já sua arte era tão imensa

que me levava à procura

da perfeição mais intensa:

eu poetava a pintura.

 

As letras falando de amores

não rimavam sem as cores;

a palheta com seus tons diversos

não era nada sem os versos.

 

As imagens que você retratava

falavam através da palavra;

a primavera escrita em papéis

não florescia sem os pincéis.

 

As musas da sua pintura

combinavam com a criatura

que eu pintava nos poemas,

embelezando os meus temas.

 

O que seria do pintor,

sem poder falar do amor?

O que seria da poetisa,

sem rimar usando a cor?   

 

Essa união durou muito,

foi profícuo o nosso encontro:

para rimar ou pintar

um precisava do outro.




21/04/05
 


 

 
 
 
 
 

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