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Dor...
Tonho França
A lágrima que agora rola,
A tristeza que me acompanha,
Os versos que lépidos fogem
Deixam apenas rastros de dor.
Quem dera fosse verão,
Quem dera qualquer estação
Outros ventos, outras imagens,
Quem dera um trago forte,
Uma bebida quente,
Outras paragens...
Onde não precisasse de disfarces,
Sem receios gritar meus temores
Mostrar minha fraqueza em seu ápice,
E pedir sem culpas
Pai, afasta de mim esse cálice.
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Desejo...
Marise Ribeiro
Quem dera que o cálice viesse a mim
e nele a coragem que me falta,
para espantar a fraqueza que não tem fim,
o ser do que não sou,
o querer do que não quero.
Este corpo há tempos já não pulsa
e os versos se afastaram por repulsa...
O lábio espera o trago do seu amor
até se embriagar...
Quero sentir o agridoce do desejo,
mas como não mais o vejo,
peço de joelhos em oração:
Pai, perdoai esta minha tentação!
27/05/06 |