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Confissão
Marise Ribeiro
Confesso que sob carícias de tortura
padeço com minha maior loucura:
estar junto de ti,
sentindo o corpo em chamas a me
consumir.
Confesso que, quando me abraças,
minha alma cai em desgraça,
deixa-se dominar e perde o tino,
subjugando-se ao teu sorriso de menino.
Confesso que te quero tanto...
Esse amor virou magia, encanto;
virou até incurável doença,
se não estiver na tua presença.
Confesso que o som da tua voz,
sussurrando ao meu ouvido
quando ficamos a sós,
desperta impiedosamente meus sentidos.
Depois desta sincera confissão,
mereço melhor sorte
do que a ameaçadora solidão
com que me acenas como pena de morte.
22/11/05
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Confessussurrâncias
Luiz Poeta ( sbacem-rj ) - Luiz
Gilberto de Barros
À meia noite e 21 minutos do dia 16 de julho de 2006,
sob inspiração do belíssimo poema de Marise Ribeiro,
"CONFISSÃO"
Confessa, sussurra, amada...,
Que me desejas... confessa
Ansiosa, desesperada...
Confessa... sem muita pressa.
Refreia os teus anseios,
Mas logo a seguir, não cesses,
Me puxa para os teus seios...
Eu quero que me confesses.
Confessa rindo, chorando,
Nervosa, me percorrendo,
Absoluta, reinando,
Sedenta, amando... querendo...
Confessa, mas me diz quando...
Confessa... eu sei esperar,
Enquanto vou deslizando
No brilho do teu olhar.
Luiz Poeta
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