Olhares que voam e abrem sinais
Em coloridas geometrias atemporais...
Prantos de hoje em esféricos traçados,
Linhas bifurcadas de laços desatados...
Olhares que voam como notas afinadas
De mãos apuradas, sonoras e ritmadas...
Musicalidade de tintas, tons de poesias
De quem cuida e afaga letras e sinfonias...
Olhares que voam e pousam na serenidade
Do canto doce de vozes acalentadoras,
Sons que expulsam farpas transgressoras
E guardam calor na dor da cumplicidade...
Teus olhares quando me chegam, revelados
Em experiências maternais de jardineira,
Colhem rosas e aromas de mim brotados,
Ainda que a alma envenenada não queira...
04/05/09
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